¿Puede un subordinado ejercer la paternidad? La justicia restaurativa como alternativa para fortalecer los vínculos en el contexto penitenciario

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DOI:

https://doi.org/10.62009/Emeron.2764.9679.v2.2025.447.p243-259

Palabras clave:

Ejecución penal, paternidad, justicia restaurativa, derechos fundamentales, convivencia familiar, subordinado

Resumen

El presente artículo analiza la paternidad en el contexto de la ejecución penal, impregnada de subalternización, y señala la justicia restaurativa como alternativa con el objetivo de mantener y fortalecer los vínculos familiares. Se constató que el encarcelamiento no es un aspecto individual, sino que repercute directamente en el ámbito familiar, especialmente en los niños y adolescentes, que sufren como consecuencia de la ruptura afectiva y las violaciones de los derechos fundamentales, entre ellos, el derecho a la convivencia familiar. Teniendo en cuenta que la Constitución prevé y regula, al igual que el Estatuto del Niño y del Adolescente y la Ley de Ejecución Penal, garantizan como derecho esencial el mantenimiento de los vínculos. Se observa que las dificultades de la realidad carcelaria impiden la concretización y aplicabilidad de estas garantías. En este contexto, la justicia restaurativa surge como una estrategia capaz de promover, mantener y fortalecer espacios de escucha, diálogo, reparación, responsabilidad consciente y reinterpretación de los vínculos afectivos, contribuyendo así a la reincidencia delictiva. La investigación bibliográfica articula legislaciones y estudios doctrinales, tejiendo un discurso entre la práctica de la paternidad en el ámbito de la ejecución penal y señalando las prácticas restaurativas como camino para la efectividad de los derechos a la protección integral de los niños y adolescentes, buscando responder a la pregunta: ¿puede el subordinado encarcelado ejercer la paternidad?

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Biografía del autor/a

José Ricardo Cunha , UERJ,Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Professor Titular da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Doutor em Direito pela UFSC, Mestre pela PUC-Rio e Bacharel pela UFRJ. Atua nas áreas de Teoria do Direito, Ética, Direitos Humanos e Justiça, com ênfase em epistemologia e teorias da justiça

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Publicado

2026-02-26

Cómo citar

PAULO DOS SANTOS SIQUEIRA, Rosiane; RICARDO CUNHA , José. ¿Puede un subordinado ejercer la paternidad? La justicia restaurativa como alternativa para fortalecer los vínculos en el contexto penitenciario. Revista da Emeron, Porto Velho, RO, v. 35, n. 2, p. 243–259, 2026. DOI: 10.62009/Emeron.2764.9679.v2.2025.447.p243-259. Disponível em: https://periodicos.emeron.edu.br/index.php/emeron/article/view/447. Acesso em: 27 feb. 2026.

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