A ESPETACULARIZAÇÃO DA VIOLÊNCIA
A “CHACINA DO URSO BRANCO” DE 2002 EM RONDÔNIA NA FOLHA DE SÃO PAULO ONLINE
DOI:
https://doi.org/10.62009/Emeron.2764.9679n24/2018/182/p168-189Keywords:
Urso Branco, Violência, Direitos Humanos, Formação Discursiva, PrisãoAbstract
Este artigo analisa, especificamente, a “rebelião de 2002” ocorrida na Casa de Detenção José Mário Alves, conhecida como “Urso Branco”, situada no Estado de Rondônia. A base análitica substancial deste trabalho são as notícias sobre aquele evento vinculadas no sítio eletrônico da Folha de São Paulo. O objeto deste estudo reflete sobre a forma que essas notícias contribuem para a construção de um imaginário sócio-cultural acerca da violência e do cárcere em Rondônia, relacionando-o com as perspectivas de violações de direitos humanos. O eixo da discussão será duplo: de um lado a análise dos discursos percebidos através da leitura do processo criminal referente ao denominado “Caso Urso Branco”, enquanto “formações discursivas”, conceito empregado pelo filósofo francês Michel Foucault em sua obra “Arqueologia do Saber” e; de outro lado, a observação acerca das notícias que circularam no site da Folha de São Paulo, cuja sede física encontra-se no Estado de São Paulo. O instrumental teórico recorreu à sociologia relacional empregada pelo sociólogo franco-argelino Pierre Bourdieu, em especial, as noções de habitus, capital simbólico e campo. Ademais, também nos foram significativas as abordagens que, no campo da História, são entendidas como “operação historiográfica”, concepção formulada por Michel de Certeau, na obra “A Escrita da História”. Para este autor, a história seria ao mesmo tempo uma disciplina, uma prática e uma escrita, portanto, encontra-se amparada numa escrita transmutada em historiografia bem como prática do historiador, resultando em discurso histórico. Da mesma forma, fez-se uso da noção de História, seja enquanto “práticas e representações”, empregada pelo historiador Roger Chartier. Assim, a pesquisa debruçou-se sobre este aparato epistêmico de modo que pudéssemos perceber as sutis nuances que integraram o construto social, sobretudo cultural, de todo um imaginário relativo ao cárcere em Rondônia. Por fim, observa-se como os aspectos da violência e das violações de direitos humanos se desdobraram de maneira distintiva quando ocorridas dentro daquele presídio no início do ano de 2002.
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