Trajetórias de reinserção comunitária das pessoas em cumprimento de medida de segurança em Rondônia

determinantes individuais, familiares e da rede de atenção psicossocial

Autores

  • Ana Paula Baldez Santos Faculdades Integradas Aparício Carvalho

DOI:

https://doi.org/10.62009/Emeron.2764.9679n31/2023/248/p64-66

Palavras-chave:

Desinstitucionalização, Medida de Segurança, Saúde Mental, Território., Rede de Atenção Psicossocial

Resumo

O presente trabalho buscou apresentar um panorama epidemiológico e in­vestigar os fatores relacionados ao sucesso e insucesso da reinserção comu­nitária das pessoas em cumprimento de medida de segurança de Rondônia desinstitucionalizadas pela modalidade ambulatorial ou por extinção de pro­cesso judicial, que permaneceram internadas em ala psiquiátrica em regime prisional com medida superior a três anos. Para tal, foram realizados dois es­tudos empíricos. O Estudo 1 teve como objetivo apresentar um panorama do perfil psicossocial das pessoas em cumprimento de medida de segurança em regime ambulatorial do estado de Rondônia/Brasil, desinstitucionalizadas no período de 2013 a 2016. Os resultados apontaram que essas pessoas, partici­pantes da pesquisa, são 100% do gênero masculino, solteiros, com idades en­tre 25 e 55 anos, alfabetizados, ensino fundamental incompleto, sem especia­lização profissional e não contribuintes da previdência e que foram internados pelas infrações dos artigos 121 (homicídio), artigo 157 (assalto a mão armada) e o artigo 155 (furto), com medidas de internação impostas superiores a três anos, todavia ficaram internados por mais de cinco anos em ambiente prisio­nal. Foi identificado, neste panorama, que as famílias não conseguiram abar­car todos os atendimentos previstos na atenção em saúde mental, podendo citar a Atenção Básica em Saúde e os equipamentos sociais de cada território. O Estudo 2 investigou os fatores relacionados ao sucesso, ou insucesso, da reinserção comunitária das pessoas em cumprimento de medida de seguran­ça de Rondônia desinstitucionalizadas de 2013 a 2016, a partir da análise dos determinantes familiares, da rede de atenção psicossocial e individuais. Os resultados indicaram que o processo de reinserção comunitária das pessoas em cumprimento de medida de segurança de Rondônia, ocorrido há mais de cinco anos, ainda é restrito a entrega de medicamentos nos cinco centros de atenção psicossocial avaliados, fazendo com que a sobrecarga familiar no cuidado a essas pessoas não diminuísse no decorrer dos anos. O conjunto de artigos que compõe esta tese contribuiu para esclarecer que o cuidado às pessoas em cumprimento de medida de segurança, desinstitucionalizadas após longo período em ambiente prisional, carece de atenção das políticas públicas de atenção básica e acompanhamento psicossocial em todas as fa­ses do processo criminal, com a individualização da pena caso a caso, com suporte aos cuidadores/familiares que irão receber seu familiar, dando ênfa­se àqueles que apresentam comorbidade com a dependência a substâncias psicoativas, capazes de amenizar a sobrecarga familiar.

Texto completo em PDF:

http://172.19.2.28:8080/pergamumweb/vinculos/000001/0000019a.pdf

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Biografia do Autor

Ana Paula Baldez Santos, Faculdades Integradas Aparício Carvalho

Possui graduação em Serviço Social pela Universidade Federal do Maranhão (1984), pos graduação em Segurança Pública e Direitos Humanos pela Universidade Federal de Rondônia, Especialização em Gestão de Saúde Prisional pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Mestrado em  Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Rondônia e Doutora em Psicologia pela PUC-RS. Realiza assessoria e consultoria na área de Serviço Social, com ênfase em Saúde Mental, Dependência Química e Sistema Prisional.

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Publicado

12/05/2023

Como Citar

SANTOS, Ana Paula Baldez. Trajetórias de reinserção comunitária das pessoas em cumprimento de medida de segurança em Rondônia: determinantes individuais, familiares e da rede de atenção psicossocial. Revista da Emeron, Porto Velho, RO, n. 31, p. 64–66, 2023. DOI: 10.62009/Emeron.2764.9679n31/2023/248/p64-66. Disponível em: https://periodicos.emeron.edu.br/index.php/emeron/article/view/248. Acesso em: 11 fev. 2026.

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