Comunidade tradicional Paulo Leal
gerações que resistem à secular exploração da Amazônia
DOI:
https://doi.org/10.62009/bemviver.2764.9679n1/2025/397/p28-37Palavras-chave:
comunidade tradicional, memória, resistência, exploração da Amazônia, direitos territoriaisResumo
O objetivo deste artigo é analisar a história e a resistência da Comunidade Tradicional Paulo Leal, frente à exploração e às violações de direitos na Amazônia. A partir de entrevistas e atividades coletivas feitas com os moradores, percorremos na história da Comunidade Paulo Leal que se confunde com a própria história da Amazônia brasileira e seus intricados processos de exploração como: a construção da Ferrovia Madeira-Mamoré, os ciclos da borracha e a implantação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio e o avanço da fronteira agrícola. Os resultados evidenciam a luta contínua dos moradores contra a degradação ambiental, a desterritorialização, e a expropriação de suas terras, além das perdas econômicas e históricas provocadas por grandes projetos de infraestrutura e colonização efetivados pela elite externa à região, apoiada pelo Estado. As conclusões destacam a necessidade urgente de reparação histórica e reconhecimento formal da comunidade como um espaço de resistência cultural, bem como a importância de políticas públicas que garantam seus direitos territoriais e promovam a preservação de sua memória e identidade social.
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Fonte: Educação em Análise.










