Natureza, território e identidade

o reconhecimento das comunidades ribeirinhas do Rio Madeira frente à colonialidade energética

Autores

  • Úrsula Gonçalves Theodoro de Faria Souza Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia/Escola da Magistratura do Estado de Rondônia https://orcid.org/0000-0002-4220-8569

DOI:

https://doi.org/10.62009/bemviver.2764.9679n1/2025/402/p38-47

Palavras-chave:

Colonialidade energética, Comunidades ribeirinhas, Reconhecimento, Direito ao território, Natureza como sujeito de direitos, Justiça socioambiental

Resumo

O artigo analisa a invisibilização das comunidades ribeirinhas do Rio Madeira no processo de licenciamento ambiental das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, a partir da perspectiva da Teoria do Reconhecimento, do pluralismo jurídico e da crítica à colonialidade do saber. Argumenta-se que o modelo hegemônico de desenvolvimento, ao operar segundo uma lógica de colonialidade energética, nega a identidade coletiva dessas comunidades e rompe sua relação ontológica com o território e com a Natureza. Defende-se que o reconhecimento jurídico e simbólico dos povos da floresta e da Natureza como sujeito de direitos é essencial à construção de um Direito pluriverso e à efetivação da justiça socioambiental na Amazônia. A metodologia adotada é qualitativa, com base em análise documental crítica, revisão teórica interdisciplinar e enfoque nos saberes amazônicos.

   

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Biografia do Autor

Úrsula Gonçalves Theodoro de Faria Souza, Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia/Escola da Magistratura do Estado de Rondônia

Doutora em Ciências Jurídicas (Univali - 2023), Mestre em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (Unir – 2019), Juíza de direito do Tribunal de Justiça de Rondônia.

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Publicado

10-07-2025

Como Citar

SOUZA, Úrsula Gonçalves Theodoro de Faria. Natureza, território e identidade: o reconhecimento das comunidades ribeirinhas do Rio Madeira frente à colonialidade energética. Revista Bem Viver Compartilhando Saberes, Porto Velho, RO, v. 2, n. 1, p. 38–47, 2025. DOI: 10.62009/bemviver.2764.9679n1/2025/402/p38-47. Disponível em: https://periodicos.emeron.edu.br/index.php/bemviver/article/view/402. Acesso em: 10 fev. 2026.

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