Natureza, território e identidade
o reconhecimento das comunidades ribeirinhas do Rio Madeira frente à colonialidade energética
DOI:
https://doi.org/10.62009/bemviver.2764.9679n1/2025/402/p38-47Palavras-chave:
Colonialidade energética, Comunidades ribeirinhas, Reconhecimento, Direito ao território, Natureza como sujeito de direitos, Justiça socioambientalResumo
O artigo analisa a invisibilização das comunidades ribeirinhas do Rio Madeira no processo de licenciamento ambiental das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, a partir da perspectiva da Teoria do Reconhecimento, do pluralismo jurídico e da crítica à colonialidade do saber. Argumenta-se que o modelo hegemônico de desenvolvimento, ao operar segundo uma lógica de colonialidade energética, nega a identidade coletiva dessas comunidades e rompe sua relação ontológica com o território e com a Natureza. Defende-se que o reconhecimento jurídico e simbólico dos povos da floresta e da Natureza como sujeito de direitos é essencial à construção de um Direito pluriverso e à efetivação da justiça socioambiental na Amazônia. A metodologia adotada é qualitativa, com base em análise documental crítica, revisão teórica interdisciplinar e enfoque nos saberes amazônicos.
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Fonte: Educação em Análise.










