Justicia Restaurativa y Justicia Social: fundamentos teóricos, epistemológicos y dimensiones políticas

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DOI:

https://doi.org/10.62009/Emeron.2764.9679.v1.2026.449.p143-152

Resumen

El artículo analiza la Justicia Restaurativa (JR) como un paradigma ético, político y pedagógico de reconstrucción social, en contraposición al modelo retributivo tradicional. Fundamentada en la Resolución n.º 225/2016 del Consejo Nacional de Justicia (CNJ), la JR se presenta no solo como una técnica de resolución de conflictos, sino como un proyecto de transformación cultural y social guiado por la dignidad humana, la corresponsabilidad y la cultura de paz. El estudio articula los aportes teóricos de Zehr (2015), Fernandes y Silva (2021), Watanabe (2022) y Bobbio (2004) para demostrar que la JR amplía el concepto de acceso a la justicia, promoviendo inclusión, reconocimiento y reparación. Se exploran sus dimensiones pedagógicas, políticas y epistemológicas, destacando el papel de la empatía, el diálogo y la escucha activa como instrumentos de emancipación colectiva. También se analizan las interfaces sociológicas y antropológicas — basadas en Durkheim (1999) y Geertz (1997) —, evidenciando su potencial para fortalecer la solidaridad orgánica y valorar los saberes locales. En el ámbito jurídico, la JR se comprende como un instrumento de democratización y humanización de la justicia, capaz de empoderar comunidades y hacer efectivos los derechos humanos. El artículo concluye que la JR constituye un proyecto de justicia social en movimiento, orientado a la reconstrucción de los vínculos comunitarios y a la superación de las prácticas excluyentes, configurándose como un camino hacia una sociedad más justa, solidaria y humana.

Palabras clave: Justicia Restaurativa; Justicia Social; Derechos Humanos; Acceso a la Justicia; Cultura de Paz.

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Publicado

2026-03-31

Cómo citar

CARVALHO, Valeska. Justicia Restaurativa y Justicia Social: fundamentos teóricos, epistemológicos y dimensiones políticas. Revista da Emeron, Porto Velho, RO, v. 36, n. 1, p. 143–152, 2026. DOI: 10.62009/Emeron.2764.9679.v1.2026.449.p143-152. Disponível em: https://periodicos.emeron.edu.br/index.php/emeron/article/view/449. Acesso em: 2 abr. 2026.