O Revisor de Textos Jurídicos na Era da Inteligência Artificial: Competências, Limites e o Imperativo da Linguagem Simples

Autores

DOI:

https://doi.org/10.62009/Emeron.2764.9679.v2.2026.558.p107-122

Palavras-chave:

revisão de textos, Linguagem jurídica, inteligência artificial, linguagem simples, acesso à justiça

Resumo

Este artigo tem por objetivo examinar as competências insubstituíveis do revisor humano de textos jurídicos, os limites éticos e técnicos da intervenção revisora e o papel estratégico desse profissional como mediador entre o saber técnico-jurídico e a comunicação cidadã em contexto de uso crescente de inteligência artificial (IA). A pesquisa adota abordagem teórico-ensaística de natureza bibliográfica qualitativa, articulando contribuições da linguística aplicada, da teoria da revisão textual e da filosofia do direito. Demonstra-se que os modelos de linguagem de larga escala (LLMs) apresentam capacidade limitada para substituir o revisor humano nas dimensões discursiva, ética e institucional da revisão jurídica, e que o imperativo da linguagem simples exige formação especializada que nenhum algoritmo pode suprir. Conclui-se que a IA reconfigura, sem eliminar, a função revisora, tornando-a mais complexa e estratégica, ao mesmo tempo que se aponta uma agenda de pesquisa para a consolidação do campo.

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Publicado

06/30/2026

Como Citar

GOMEZ DA SILVA, Renato Luiz; JOSÉ DA CRUZ, Estefano. O Revisor de Textos Jurídicos na Era da Inteligência Artificial: Competências, Limites e o Imperativo da Linguagem Simples . Revista da Emeron, Porto Velho, RO, v. 36, n. 2, p. 107–122, 2026. DOI: 10.62009/Emeron.2764.9679.v2.2026.558.p107-122. Disponível em: https://periodicos.emeron.edu.br/index.php/emeron/article/view/558. Acesso em: 21 jul. 2026.

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