Ensaio fotográfico
DOI: https://doi.org/10.62009/bemviver.2764.9679n1/2026/567/p70-87
Amazônia à beira da estrada: caminhos e resistência
Moacir da Cruz Santos
Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia (TJRO)
Resumo
Este ensaio fotográfico reúne imagens produzidas por Moacir da Cruz Santos durante deslocamentos profissionais por estradas, rodovias e linhas rurais de Rondônia. Em seu trabalho como oficial de justiça, o autor percorre longas distâncias e encontra paisagens marcadas pela presença de árvores solitárias, áreas abertas, plantações, pastagens, caminhos de terra e mudanças na cobertura vegetal. A fotografia surge como forma de observar e registrar cenas atravessadas pela beleza, pela transformação ambiental e pela possibilidade de desaparecimento. Nas imagens, árvores vivas, floridas ou já mortas permanecem como sinais de memória, ferida, passagem do tempo e resistência. Ao aproximar ofício, estrada e paisagem, o ensaio apresenta uma Amazônia vista a partir de suas margens e de seus territórios transformados, revelando tanto a intensidade de seus céus e cores quanto os vestígios das intervenções humanas que reorganizam o espaço e fragmentam o conjunto vivo.
Palavras-chave: Amazônia; fotografia; paisagem; memória; resistência.
Abstract
This photographic essay brings together images produced by Moacir da Cruz Santos during work-related travel along roads, highways, and rural routes in Rondônia. In his work as a court officer, the author covers long distances and encounters landscapes marked by solitary trees, open areas, crop fields, pastures, dirt roads, and changes in vegetation cover. Photography emerges as a way of observing and recording scenes traversed by beauty, environmental transformation, and the possibility of disappearance. In the images, living, flowering, or already dead trees remain as signs of memory, wound, the passage of time, and resistance. By bringing together profession, road, and landscape, the essay presents an Amazon seen from its edges and from its transformed territories, revealing both the intensity of its skies and colors and the traces of human interventions that reorganize space and fragment the living whole.
Keywords: Amazon; photography; landscape; memory; resistance.
Resumen
Este ensayo fotográfico reúne imágenes producidas por Moacir da Cruz Santos durante desplazamientos profesionales por carreteras, rutas y caminos rurales de Rondônia. En su trabajo como oficial de justicia, el autor recorre largas distancias y encuentra paisajes marcados por la presencia de árboles solitarios, áreas abiertas, cultivos, pastizales, caminos de tierra y cambios en la cobertura vegetal. La fotografía surge como una forma de observar y registrar escenas atravesadas por la belleza, por la transformación ambiental y por la posibilidad de desaparición. En las imágenes, árboles vivos, florecidos o ya muertos permanecen como signos de memoria, herida, paso del tiempo y resistencia. Al aproximar oficio, camino y paisaje, el ensayo presenta una Amazonía vista desde sus márgenes y desde sus territorios transformados, revelando tanto la intensidad de sus cielos y colores como los vestigios de las intervenciones humanas que reorganizan el espacio y fragmentan el conjunto vivo.
Palabras clave: Amazonía; fotografía; paisaje; memoria; resistencia.
Ensaio fotográfico
Sobre o autor
SANTOS, M. C.: Graduado em Direito pelo Centro Universitário Luterano de Ji-Paraná. Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, Rondônia, Brasil. Especialista na carreira da Magistratura pela Escola da Magistratura do Estado de Rondônia. Pós-graduado em Direito Processual Civil pela Faculdade Santo André. Pós-graduado em Gestão Pública, com ênfase em Administração Judiciária, e em Gestão Cartorária pela Escola da Magistratura do Estado de Rondônia. E-mail: moacir@tjro.jus.br
Declarações
Declaração de conflito de interesses: O autor declara não haver conflito de interesses de ordem pessoal, comercial, acadêmica, política ou financeira neste manuscrito.
Declaração de uso de inteligência artificial (IA): O autor declara que as imagens não foram geradas por ferramentas de Inteligência Artificial Generativa na produção deste manuscrito.